Gagueira /


Gagueira é uma perturbação da fala, de origem psicomotora, que se caracteriza por repetição de sons e sílabas ou paradas involuntárias, ou seja, por interrupção da fala por inseguranças, excitações e bloqueios em todas as situações de comunicação, inclusive na leitura. Gagueira ou disfemia é a mais comum desordem de fluência da fala. Os sintomas mais evidentes da gagueira são a repetição de sílabas, os prolongamentos de sons e os bloqueios dos movimentos da fala, sobretudo na primeira sílaba, no momento em que o fluxo suave de movimentos da fala precisa ser iniciado.

Gaguejar diante do chefe, ao apresentar uma desculpa pelo atraso é muito diferente de fazê-lo na rotina do dia-a-dia, ou ler um texto em voz alta diante dos colegas. A gagueira pode ter origem genética, orgânica, psicológica e/ou social.

Cerca de 5% das crianças entre dois e quatro anos de idade apresentam episódios de disfemia, sendo geralmente episódios transitórios, que duram poucos meses, ocorrendo em consequência de uma combinação de vários fatores durante o desenvolvimento da fala. Um destes fatores é a maturação lenta das redes neurais de processamento da linguagem, que resulta numa habilidade ainda pequena para articular palavras e encadeá-las em frases nesta idade. O rápido fluxo de pensamentos, em contraste com a relativa imaturidade do sistema fonoarticulatório, contribui para que a criança apresente alguma dificuldade para produzir um ritmo regular e suave em sua fala. Esta disfluência pode aumentar quando a criança está ansiosa, cansada ou doente e quando está tentando dominar muitas palavras novas. Normalmente, este distúrbio é transitório, apenas 20% das crianças que apresentam disfemia em tenra idade necessitarão de tratamento especializado. Estes poucos casos que persistem por mais tempo do que o habitual podem estar associados a uma história familiar de gagueira, sugerindo uma predisposição hereditária.

Uma característica que pode estar relacionada com a tendência de a gagueira tornar-se um problema persistente é o surgimento de sintomas adicionais, como fazer caretas, contrair os olhos ou bater o pé. Nestes casos em que a criança já tem plena consciência do problema e também percebe que sua fala pode ser julgada como fora do padrão normal, ela tende a adotar comportamentos de evitação, muitas vezes preferindo ficar em silêncio a interagir verbalmente. Neste estágio, na falta de tratamento especializado, a maioria das crianças com gagueira começa a se retrair e ter sua auto-estima prejudicada. O bullying escolar é uma possível complicação à qual pais e professores devem estar muito atentos.

A avaliação e o tratamento precoces são decisivos para que a criança consiga compensar cedo essas eventuais deficiências, antes do aparecimento de complicações secundárias. Por essa razão, recomenda-se que toda criança com sintomas recorrentes de gagueira passe por avaliação fonoaudiológica tão cedo quanto possível.

Os tratamentos procuram enfocar a aprendizagem motora de técnicas a serem usadas durante a fala; os tratamentos psicológicos tendem a enfocar os aspectos emocionais que interferem na fala da pessoa que gagueja. Eles são considerados tratamentos complementares e sua eficácia depende da base teórica que os fundamenta do profissional que os aplica e também da pessoa que gagueja.

Nós do Instituto Phisiom hipnoticamente fazemos o paciente regredir na linha do tempo percorrendo a história da sua vida para encontrar os registros e as marcas comportamentais que deram origem a gagueira e então reprogramar as estruturas neurocomportamentais para que o problema seja elimindo. Para essa regressão utilizamos a reprogramação neurodimensional e várias técnicas complementares para o equilíbrio e a harmonia da paciente.